Rastreio
O cancro da mama pode surgir como uma alteração física na mama, incluindo um nódulo ou um espessamento, ou como uma alteração inflamatória, com vermelhidão ou endurecimento da mama.
O cancro também pode ser detectado numa mama aparentemente normal, mas que apresenta, numa mamografia, uma massa ou depósitos de calico (denominados de calcificações). Estas alterações não são sempre sinal de cancro mas, se forem detectadas, devem ser avaliadas por um médico mal seja possível.
Detectar o cancro da mama numa fase inicial, assintomática (com o tamanho de uma ervilha), traz enormes vantagens. A remoção cirúrgica é geralmente simples, e o cancro tem uma probabilidade de cura de quase 100%.
Quando o tumor se torna palpável (com cerca de 2 cm) torna-se, quase sempre, mais difícil de tratar. Pode ter-se dispersado na mama e, por isso, exigir cirurgias mais extensas com perda de tecido mamário, bem como tratamentos mais agressivos, como a quimioterapia.
Mas como detectar atempadamente?
Existem diferentes estratégias de rastreio do cancro da mama, que incluem:
- vigilância da mama a partir dos 20 anos de idade,
- exame clínico anual, a partir dos 25 anos,
- e mamografia de 2 em 2 anos, entre os 45 anos – 69 anos de idade.
Ecografias ou ressonâncias magnéticas também podem ser realizadas em algumas mulheres seleccionadas. Os exames que permitem visualizar o interior da mama são vários, mas em Portugal, como noutros países, o adoptado como método de rastreio populacional, é a mamografia. As ecografias e as ressonâncias magnéticas são usadas como métodos complementares, sobretudo em mulheres de alto risco ou com suspeita de alguma alteração mamária.
O que é o rastreio populacional?
É um sistema implementado de forma gratuita, que permite a todas as mulheres examinar os tecidos da mama com regularidade (de 2 em 2 anos) e em idade de risco, de modo a detectar atempadamente formações inicias de cancro.